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World Press Freedom Index 2024: veja a posição dos países da América Latina no ranking
Nesta sexta-feira, 3 de maio, é celebrado o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, uma data que destaca a importância do livre acesso a informações confiáveis e do trabalho corajoso de jornalistas em todo o mundo.

Nesta sexta-feira, 3 de maio, é celebrado o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, uma data que destaca a importância do livre acesso a informações confiáveis e do trabalho corajoso de jornalistas em todo o mundo. Nesta data, a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou seu Índice Mundial de Liberdade de Imprensa (World Press Freedom Index) atualizado.
As Américas enfrentam uma situação difícil, afirma a organização: "A impossibilidade de jornalistas cobrirem temas relacionados ao crime organizado, à corrupção ou ao meio ambiente, por medo de represálias, representa um problema importante". O percentual de países cuja situação é classificada como "satisfatória" caiu drasticamente, de 36% em 2023 para 21% em 2024." A RSF agora classifica o cenário na América do Sul como "problemático".
O país com a pontuação mais alta na região latino-americana é Costa Rica, que ocupa a 26ª posição no ranking global, seguida pela República Dominicana (35ª), Uruguai (51ª), Chile (52ª), Argentina (66ª), Brasil (82ª), Panamá (83ª) e Haiti (93ª).
Entre os países da região que figuram no Top 100, a ONG destaca uma situação especialmente preocupante na Argentina:
"Embora 2024 seja o ano eleitoral mais importante da história mundial, 2023 também foi marcado por eleições decisivas, especialmente na América Latina, vencidas por autoproclamados predadores da liberdade de imprensa e da pluralidade da mídia, como Javier Milei, na Argentina (26º, 66º), que fechou a maior agência de notícias do país em um ato simbólico preocupante", afirma a organização.
Por outro lado, o Brasil apresentou avanços significativos em comparação com a classificação do ano passado.
A RSF afirma: "O novo governo, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, restabeleceu as relações normais entre a mídia e os órgãos estatais após o mandato de Jair Bolsonaro como presidente, marcado por uma hostilidade constante em relação à mídia. Mas a violência estrutural contra jornalistas, a forte concentração da propriedade dos meios de comunicação e os efeitos da desinformação continuam representando grandes desafios à liberdade de imprensa."
O Chile subiu 31 posições no ranking, mas os desafios persistem: "Embora a liberdade de imprensa seja garantida pela Constituição e pelo sistema judiciário do Chile, ela nem sempre é respeitada na prática. O jornalismo investigativo perde espaço e as agressões a jornalistas aumentam. Processos judiciais contra meios de comunicação e jornalistas se tornaram uma estratégia recorrente para silenciá-los."
No Equador (110ª posição), "jornalistas trabalham em um clima de crescente insegurança, autocensura e hostilidade, marcado pelo avanço de gangues criminosas e cartéis de drogas, bem como pelo aumento de agressões, ameaças, atentados e até assassinatos", explica a RSF.
Paraguai caiu 12 posições no ranking e agora ocupa a 115ª posição.
A RSF cita Colômbia (119ª posição) e México (121ª posição) como alguns dos países mais perigosos do mundo para profissionais da mídia, com o crime organizado entre as principais ameaças. Segundo a RSF, 37 jornalistas foram assassinados no México desde 2019. A lista continua com Bolívia (124ª posição), Peru (125ª posição), El Salvador (113ª posição) e Guatemala (138ª posição).
Cuba, Nicarágua, Honduras e Venezuela continuam com as pontuações mais baixas da região: 168ª, 163ª, 156ª e 146ª posições na lista, respectivamente.
O Índice foi elaborado com base em cinco indicadores: político, econômico, legislativo, social e de segurança. No mundo, o fator político foi o que mais piorou, e o otimismo é escasso em um ano em que metade da população mundial vai às urnas.
Autora: Marina Vanni