Notícia · Equador
Eleições presidenciais no Equador: Noboa e González disputam segundo turno acirrado
A campanha eleitoral chega ao fim em meio à violência, e o Equador decide quem assumirá a Presidência. Luisa González, de centro-esquerda, e Daniel Noboa, de centro-direita, realizam seus últimos atos de campanha antes das eleições.

A campanha eleitoral chega ao fim em meio à violência, e o Equador decide quem assumirá a Presidência. Luisa González, de centro-esquerda, e Daniel Noboa, de centro-direita, realizam seus últimos atos de campanha antes das eleições.
González realizou um grande ato em Quito nesta quarta-feira, 11 de outubro, no qual disse que o segundo turno "não é uma eleição qualquer" e criticou duramente os governos de direita de Lasso e Lenín Moreno. "Nunca tivemos um Equador tão destruído", afirmou a candidata.
Noboa, por sua vez, também tentou encerrar a campanha na capital, mas um atraso atrapalhou os planos, e o candidato acabou liderando carreatas em Portoviejo e Manta. Enquanto isso, os chamados "Noboa de papelão", fotografias em tamanho real do candidato, se popularizaram nos últimos dias.
González, candidata do Movimiento Revolución Ciudadana (RC), obteve 35,1% dos votos no primeiro turno. Noboa, do Partido Social Cristiano (PSC), conseguiu 31,3%. Segundo as últimas pesquisas, a candidata da RC tem uma ligeira vantagem, embora o resultado seja incerto.
González prometeu dar continuidade ao legado do ex-presidente Rafael Correa e, se vencer o segundo turno, será a primeira mulher a presidir o país. Entre suas principais propostas estão a atualização dos salários e a proteção das mulheres, além do combate à criminalidade, proposta que compartilha com Noboa.
Com perfil empresarial, o jovem Noboa propõe reformar o sistema judicial e penitenciário, implementar a disciplina fiscal e criar uma central de inteligência para prevenir crimes e reforçar a segurança, entre outras medidas.
As eleições ocorrem após o atual presidente, Guillermo Lasso, decretar a "morte cruzada" em maio deste ano, dissolvendo a Assembleia Nacional e encurtando o próprio mandato. Lasso invocou esse mecanismo constitucional enquanto enfrentava um processo de impeachment por peculato, acusação que nega. O vencedor das eleições atuais completará o mandato presidencial até 2025.
Autora: Marina Vanni