Ranking
Espanha, Argentina e Panamá são os melhores países da Ibero-América para as mulheres, segundo a Universidade de Georgetown
Apenas dois países da Ibero-América estão entre os 50 melhores para as mulheres, de acordo com um novo relatório do Instituto para Mulheres, Paz e Segurança da Universidade de Georgetown.

Apenas dois países da Ibero-América estão entre os 50 melhores para as mulheres, de acordo com um novo relatório do Instituto para Mulheres, Paz e Segurança da Universidade de Georgetown. Espanha, na 27ª posição, e Argentina, na 50ª, superam o Panamá (54ª posição), o Uruguai (59ª) e a Costa Rica (60ª).
No entanto, o ranking elaborado em conjunto com o Peace Research Institute Oslo (PRIO) mostra um importante retrocesso no caso da Espanha, que caiu 13 posições em relação ao relatório de 2021-2022. O fator que mais piorou foi a percepção das mulheres sobre a segurança na comunidade, que diminuiu entre 2017 e 2023.
A Argentina, por sua vez, recuou uma posição em comparação com o ranking anterior. No entanto, vale destacar a grande evolução da inclusão financeira e do acesso a serviços bancários no país, que passou de 50,9% para 73,8% de 2017 até hoje.
O avanço mais notável na região foi o do Panamá, que subiu 29 posições no ranking em comparação com 2021-2022. A Universidade de Georgetown destaca o aumento dos anos de escolaridade das mulheres, a inclusão financeira, o uso de telefones celulares e o aumento do número de cadeiras parlamentares entre os aspectos que melhoraram no país desde 2017.
Os outros países e territórios da Ibero-América no Top 100 são Chile (68ª posição), Nicarágua e Peru (73ª posição em ambos os casos), Bolívia (86ª), Porto Rico (88ª) e Paraguai (89ª). O México, que ocupava a 88ª posição no ranking anterior, caiu para a 142ª, a mais baixa da região.
No ranking global, as cinco primeiras posições são ocupadas por países europeus: Dinamarca, Suíça, Suécia, Finlândia e Luxemburgo. As últimas posições cabem à República Centro-Africana, ao Iêmen e ao Afeganistão.
Nesta edição, o estudo incorporou um novo indicador que mede a violência política contra as mulheres. Os dados da análise revelaram que México, Brasil, Nigéria, República Democrática do Congo e Mianmar registraram as taxas mais altas desse tipo de violência em 2022.
Outros indicadores considerados no estudo incluem a ausência de discriminação legal, o acesso à Justiça, a violência por parceiros íntimos, a mortalidade materna e a preferência por filhos homens em detrimento das filhas.
A Universidade de Georgetown ressalta a estreita relação entre o bem-estar das mulheres e a prosperidade e a estabilidade dos países. "Em particular, os 20 países com as piores classificações no índice deste ano passaram por conflitos armados entre 2021 e 2022", afirma o comunicado à imprensa.
Autora: Marina Vanni