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Guerra entre Israel e Hamas: governos ibero-americanos expressam preocupação com ataques cruzados
O conflito, que começou em 7 de outubro com os ataques do grupo extremista Hamas a partir de Gaza, desencadeando uma feroz resposta armada de Israel, deixou centenas de israelenses e palestinos mortos e provocou reações de líderes globais.

O conflito, que começou em 7 de outubro com os ataques do grupo extremista Hamas a partir de Gaza, desencadeando uma feroz resposta armada de Israel, deixou centenas de israelenses e palestinos mortos e provocou reações de líderes globais.
A Argentina fez uma forte declaração a respeito: "O governo argentino condena as ações terroristas do Hamas contra o território israelense e faz um apelo para que a violência cesse e a proteção da população civil seja garantida", declarou o Ministério das Relações Exteriores no Twitter. As autoridades confirmaram pelo menos 7 argentinos mortos e 15 compatriotas desaparecidos até a manhã desta terça-feira.
Na Espanha, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, disse: "Condenamos veementemente o terrorismo e exigimos o fim imediato da violência indiscriminada contra a população civil".
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do país, José Manuel Albares, publicou no Twitter/X que conversou com seus homólogos de Israel, Turquia, Arábia Saudita e Qatar, além do alto representante da UE para Assuntos Exteriores, para acompanhar de perto o conflito.
Na mesma rede social, o presidente do Chile, Gabriel Boric, declarou: "Nossa solidariedade está e estará sempre com as vítimas da violência, sem distinção. A humanidade nos dói".
"Condenamos sem qualquer ressalva os brutais atentados, assassinatos e sequestros do Hamas. Nada pode justificá-los nem relativizar sua mais enérgica rejeição. Condenamos também os ataques indiscriminados contra civis realizados pelo exército de Israel em Gaza e a ocupação ilegal de território palestino por décadas, em violação ao direito internacional. Na dor, não há empate possível; cada fato é uma tragédia por si só", acrescentou.
No México, o presidente Andrés Manuel López Obrador comentou a guerra em sua coletiva matinal desta segunda-feira, 9 de outubro. O mandatário disse que "não queremos a guerra, somos a favor da paz" e acrescentou que "o México é amigo de todos os povos do mundo" e que "não queremos tomar partido em nenhum conflito".
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, manifestou-se em linha semelhante à de López Obrador, sem se alinhar a nenhum dos lados. "A única maneira de as crianças israelenses dormirem em paz é as crianças palestinas dormirem em paz. Isso jamais será alcançado pela guerra; só um acordo de paz que respeite a legalidade internacional e o direito dos dois povos de existir livremente pode alcançá-lo", afirmou.
Em seu discurso sobre a futura presidência brasileira do G20, o ministro das Relações Exteriores do país, Mauro Viera, reiterou sua condenação aos atentados contra Israel, transmitiu suas condolências às vítimas e ressaltou a urgência de iniciativas da comunidade internacional para conter a atual escalada, informou o governo no Twitter/X.
Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva compartilhou na mesma plataforma sua consternação com os ataques terroristas e acrescentou que "o Brasil não poupará esforços para evitar a escalada do conflito, inclusive em seu papel de presidente do Conselho de Segurança da ONU".
Autora: Marina Vanni