Notícia · Equador
Membros da CELAC avaliam possíveis sanções contra o Equador após invasão à embaixada do México
Nesta terça-feira, 16 de abril, os líderes dos países que integram a CELAC, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, reuniram-se para tratar da crise diplomática envolvendo Equador e México.

Nesta terça-feira, 16 de abril, os líderes dos países que integram a CELAC, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, reuniram-se para tratar da crise diplomática envolvendo Equador e México.
No encontro, o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador pediu aos demais líderes que o acompanhem em sua denúncia contra o Equador na Corte Internacional de Justiça. O mandatário afirmou que buscam a expulsão do Equador das Nações Unidas caso não haja um pedido de desculpas, pela violação da soberania mexicana e do direito internacional.
Durante a reunião, o contestado presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou o fechamento da embaixada e dos consulados de seu país no Equador. O governo da Nicarágua já havia seguido esses passos, rompendo relações com Quito no último sábado.
Também os presidentes da Colômbia e do Brasil, Gustavo Petro e Luiz Inácio Lula da Silva, condenaram veementemente a invasão à embaixada em 5 de abril, quando policiais entraram à força no local.
Por sua vez, o presidente do Equador, Daniel Noboa, que não participou da reunião presencialmente, mas por meio de sua chanceler, defendeu as ações para deter Glas, argumentando que o ex-vice-presidente do governo de Rafael Correa tem uma condenação criminal por corrupção. Glas estava asilado no local desde dezembro do ano passado, após obter liberdade condicional.
Enquanto o governo afirma que a medida foi tomada para defender a soberania nacional e impedir a intervenção externa nos assuntos internos do país, a comunidade internacional acompanhou com preocupação a sequência de acontecimentos.
Na semana passada, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse em comunicado estar "alarmado" com a situação. A OEA, Organização dos Estados Americanos, condenou a ação do Equador e pediu que as divergências com o México sejam resolvidas por meios pacíficos.
Autora: Marina Vanni