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Nos ombros de gigantes: gerenciando as pressões enfrentadas pela próxima geração
Segundo Matthew Fleming, tataraneto de Robert Fleming, o homem que criou a empresa familiar Fleming há cerca de 150 anos, nascer em uma família com um grande legado é, ao mesmo tempo, um privilégio e um desafio.

Segundo Matthew Fleming, tataraneto de Robert Fleming, o homem que criou a empresa familiar Fleming há cerca de 150 anos, nascer em uma família com um grande legado é, ao mesmo tempo, um privilégio e um desafio. É um desafio que, acredita ele, não pode ser superado sem implementar a governança e contratar assessores que vão além dos aspectos técnicos.
«A grande Barbara Broccoli, filha de Cubby, que começou a fazer os filmes de James Bond, me perguntou certa vez: como é estar nos ombros de gigantes?», disse Matthew, responsável por Governança e Sucessão na Stonehage Fleming, em uma conversa com Blair Trippe durante a recente cúpula STEP Miami. «Eu nunca tinha pensado nisso. A resposta é: embora seja intimidante, também é incrivelmente fortalecedor».
Muitos integrantes da próxima geração de famílias com quem Matthew e sua equipe trabalham enfrentam esse paradoxo. Para Matthew, porém, a chave para o sucesso de sua atuação é contar com assessores que compreendam o lado humano do trabalho de um family office e implementar a governança.
Usando sua experiência pessoal como exemplo, Matthew explicou como uma sociedade fiduciária cuida da governança de sua própria família. «Meu pai era presidente da sociedade fiduciária que administrava a empresa familiar. Como estrutura, ela nos ajudou a atravessar muitos acontecimentos importantes: quando, por que e como vender nossa empresa familiar; o que fazer em seguida; lidar com a liquidez; trabalhar com assessores brilhantes — e outros nem tanto — e enfrentar o desafio de coordenar tudo isso como grupo familiar».
Embora «talvez não seja a perspectiva mais empolgante para as famílias», Matthew explicou que a estrutura foi «algo incrivelmente positivo» para sua família e destacou a diferença que fez «crescer em uma cultura de governança».
«Nossa sociedade fiduciária era nossa governança. Vi nossa estrutura enfrentar uma variedade extraordinária de acontecimentos ao longo da minha vida, mas uma coisa que todos sabemos é que é preciso esperar o inesperado.» Nesse sentido, Matthew ressaltou que a governança, por si só, terá dificuldades sem os assessores certos.
«Há no mercado o equívoco de que a governança não passa de uma série de eventos respaldados por uma estrutura ou por assessoria tributária. Na realidade, a família deve estar no centro da governança, com sua dinâmica viva e pulsante», afirmou, antes de explicar a importância de encontrar os assessores certos, com o conhecimento abrangente de que as famílias precisam.
É nessas áreas que a assessoria abrangente, que vai além da governança em si, começa a ganhar importância, explicou Matthew. «O risco é que muitos assessores recorram apenas às suas competências técnicas», disse. «Elas são, sem dúvida, muito importantes, mas é possível encontrar competências técnicas em todo o mundo. Mais difícil é encontrar assessores com empatia, que demonstrem coragem moral e princípios e estejam preparados para enfrentar de frente as questões realmente importantes.»
Saiba mais sobre a atuação da Stonehage Fleming em Governança e Sucessão