Notícia · Argentina
O direitista Javier Milei será o próximo presidente da Argentina após derrotar Sergio Massa nas eleições
Surpresa na Argentina: o libertário Javier Milei superou em mais de 10 pontos seu adversário centrista e atual ministro da Economia, Sergio Massa, no segundo turno das eleições, realizado neste domingo, 19 de novembro.

Surpresa na Argentina: o libertário Javier Milei superou em mais de 10 pontos seu adversário centrista e atual ministro da Economia, Sergio Massa, no segundo turno das eleições, realizado neste domingo, 19 de novembro.
Os votos se dividiram entre 55,69% para Milei, 44,30% para Massa e 1,55% em branco, de acordo com os dados mais recentes da Dirección Nacional Electoral desta segunda-feira, com 99,28% das urnas apuradas.
Assim, Massa perdeu a vantagem que havia conquistado nas eleições gerais de 22 de outubro, quando ficou em primeiro lugar e obteve 36,68% dos votos, contra 29,98% de Milei.
Em seu discurso de vitória, o vencedor anarcocapitalista e ex-analista de televisão declarou: "O modelo da decadência chegou ao fim, não há volta atrás". Além disso, apareceu ao lado de seus novos aliados de Juntos por el Cambio, o ex-presidente Mauricio Macri e a ex-candidata à Presidência Patricia Bullrich.
Massa, por sua vez, reconheceu a derrota antes do esperado e disse: "A partir de amanhã (segunda-feira), a responsabilidade de dar certezas é de Milei". Além disso, afirmou que felicitou o direitista pela vitória.
Nesta segunda-feira, o presidente eleito apresentou algumas definições sobre as medidas radicais que pretende implementar em seu governo.
Em entrevista à emissora local Radio Mitre, Milei afirmou que pretende "resolver o problema das Leliqs" (letras de liquidez emitidas pelo Banco Central) e eliminar as restrições cambiais. O libertário reiterou sua proposta de promover um forte ajuste fiscal e dolarizar a economia argentina, duas de suas principais promessas de campanha, e afirmou que fechar o Banco Central "é uma obrigação moral".
Também acrescentou que "tudo o que puder estar nas mãos do setor privado estará nas mãos do setor privado" e disse que pretende privatizar a YPF, a petrolífera estatal, e os meios de comunicação públicos (TV Pública, Radio Nacional e a agência de notícias Télam).
Os resultados chegam em um momento econômico complexo, com inflação anual de 142,7% e 4 em cada 10 habitantes do país abaixo da linha da pobreza, segundo dados oficiais.
No momento, há expectativa em torno do que resultará da reunião entre o atual presidente, Alberto Fernández, e o vencedor das eleições. A transferência do poder presidencial ocorrerá em 10 de dezembro.