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Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento vê oportunidades na América Latina para exportar alimentos, minerais críticos e energias verdes
A América Latina poderia mudar seu destino e deixar para trás os anos de baixo crescimento com a estratégia certa. Foi o que afirmou Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, que considera que a região está em um "ponto de inflexão".

A América Latina poderia mudar seu destino e deixar para trás os anos de baixo crescimento com a estratégia certa. Foi o que afirmou Ilan Goldfajn, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, que considera que a região está em um "ponto de inflexão".
"Isso não é apenas uma narrativa; na verdade, há uma oportunidade a aproveitar... participaremos de tudo o que pudermos fazer em termos de energias renováveis e energia limpa, minerais limpos e coisas do tipo", disse o economista ao The Financial Times, em Londres.
O ex-presidente do Banco Central do Brasil se referiu aos investimentos com maior potencial, como o lítio e as exportações de grãos.
Segundo o relatório "The Lithium Market Outlook To 2030", da Benchmark Mineral Intelligence, a América Latina concentra 56% das reservas mundiais de lítio. Isso se deve à existência do chamado "triângulo do lítio", que abrange Argentina, Bolívia e Chile. Mais especificamente, a Argentina detém 24% das reservas mundiais de lítio, a Bolívia, 22%, e o Chile, 10%.
Mas o lítio não é o único mineral estratégico na região. A América Latina é a maior produtora mundial de cobre e prata, e a segunda maior produtora mundial de níquel, além de contar com terras raras.
Também vale destacar o potencial da região em energias limpas. No ano passado, a América Latina gerou 8,2% da energia renovável mundial e manteve a liderança global em energia hidrelétrica.
Em meio à guerra da Rússia na Ucrânia e aos problemas de abastecimento provocados pelo conflito, os alimentos são outro fator-chave para o crescimento. Em 2022, a região exportou um total de 147,2 milhões de toneladas de grãos, principalmente milho, soja, trigo e sorgo, o que representa 11,5% do total mundial. Os principais destinos dessas exportações são China, Estados Unidos, União Europeia e Oriente Médio.
No entanto, os recursos, por si só, não bastam. Segundo Goldfajn, os governos devem investir em produtividade, educação e estabilidade para estimular empréstimos e investimentos.
Autora: Marina Vanni