Nomeação · Guatemala
Presidente eleito da Guatemala, Bernardo Arévalo apresenta gabinete de ministros dias antes de assumir o cargo
Nesta segunda-feira, 8 de janeiro, o presidente eleito da Guatemala, Bernardo Arévalo, apresentou os funcionários que o acompanharão em seu governo, que começa em 14 de janeiro.

Nesta segunda-feira, 8 de janeiro, o presidente eleito da Guatemala, Bernardo Arévalo, apresentou os funcionários que o acompanharão em seu governo, que começa em 14 de janeiro.
O presidente deu uma entrevista coletiva ao lado da vice-presidente eleita Karin Herrera no Teatro de Câmara do Centro Cultural Miguel Ángel Asturias e destacou a equidade de gênero em sua equipe.
"Este histórico gabinete de homens e mulheres capazes e corajosos que deram um passo à frente para trabalhar com vocês e por vocês será o primeiro gabinete paritário da história da Guatemala", afirmou Arévalo no Twitter/X.
Francisco Jiménez, especialista em Segurança Cidadã, ficará à frente do Ministério do Interior. Já o diplomata Carlos Ramiro Martínez Alvarado, que havia representado a Guatemala junto ao Escritório das Nações Unidas, será ministro das Relações Exteriores. Além disso, o general de brigada Henry Sáenz Ramos comandará o Ministério da Defesa Nacional.
Jonathan Menkos, economista especializado em políticas de desenvolvimento, chefiará o Ministério das Finanças Públicas, enquanto Gabriela García Quinn, com experiência em comércio e investimentos, ficará à frente do Ministério da Economia.
Os demais ministérios ficam assim distribuídos: Jazmín de la Vega Espinoza (Comunicações, Infraestrutura e Habitação), Anabella Giracca (Educação), Miriam Roquel (Trabalho e Previdência Social), Anayté Guardado (Energia e Minas), Óscar Cordón (Saúde Pública e Assistência Social), Maynor Estrada Rosales (Agricultura, Pecuária e Alimentação), Liwy Grazioso (Cultura e Esportes), María José Iturbide (Meio Ambiente e Recursos Naturais), Abelardo Pinto Moscoso (Desenvolvimento Social).
"Junto com esta grande equipe, temos a tarefa de recuperar as instituições, pôr fim à corrupção e garantir o desenvolvimento da Guatemala", concluiu Arévalo em sua mensagem nas redes sociais.
A mudança de governo ocorre em um momento particular para o país, já que o partido do futuro governo, Movimiento Semilla, enfrenta diversos questionamentos judiciais. Atualmente, o Ministério Público conduz investigações sobre supostas irregularidades nas finanças do partido e no processo eleitoral, entre outros pontos.
No entanto, entidades como a Organização dos Estados Americanos e a União Europeia manifestaram apoio a Arévalo, que denuncia uma perseguição contra ele e sua força política.
Autora: Marina Vanni
