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PSOE e Sumar chegam a acordo de governo na Espanha: moradia pública e redução da jornada de trabalho estão entre as propostas
Nesta terça-feira, 24 de outubro, os líderes do PSOE e do Sumar divulgaram o acordo de governo para formar o Poder Executivo espanhol. "Hoje @PSOE e @sumar assinamos um acordo de governo com a intenção de consolidar estes quatro anos de políticas progressistas para a maioria", escreveu Sánchez no Twitter/X.

Nesta terça-feira, 24 de outubro, os líderes do PSOE e do Sumar divulgaram o acordo de governo para formar o Poder Executivo espanhol.
"Hoje @PSOE e @sumar assinamos um acordo de governo com a intenção de consolidar estes quatro anos de políticas progressistas para a maioria", escreveu Sánchez no Twitter/X.
O plano apresentado no Museu Reina Sofía, em Madri, inclui diversas medidas sociais, como a redução da semana de trabalho de 40 para 37,5 horas.
Díaz publicou na mesma rede social: "(Nesta) legislatura, vamos enfrentar as anomalias do nosso sistema de trabalho. É preciso rever as demissões para reverter as políticas do PP que baratearam os desligamentos e reduzir a jornada diária de trabalho para ganhar tempo de vida".
Outro ponto importante diz respeito ao acesso à moradia. "50% das pessoas que vivem de aluguel estão em risco de pobreza", afirmou Díaz, com base em dados oficiais do ano passado. Por isso, a coalizão pretende regulamentar os aluguéis, ampliar a oferta de moradias públicas para 20% e impor controles aos fundos de investimento.
As metas climáticas também entraram na agenda da coalizão. Uma das propostas de descarbonização prevê reduzir os voos domésticos quando houver uma alternativa de trem com duração de até duas horas e meia, sem afetar os trechos internacionais. Além disso, os líderes falaram sobre a revisão da Lei de Mudança Climática para estabelecer metas mais ambiciosas.
Na área fiscal, Sánchez e Díaz propuseram cobrar das grandes empresas um imposto de 15% sobre os lucros contábeis para aumentar a arrecadação do Estado.
Com o pacto, Pedro Sánchez avança rumo a uma possível nova investidura e abre caminho para negociações com os partidos independentistas, em particular os da Catalunha.
Sobre esse tema, o líder da oposição e presidente do Partido Popular (PP), Alberto Núñez Feijoó, afirmou durante a entrega dos Prêmios Compromisso com a Igualdade no Meio Rural 2023 que "tudo o que vai acontecer na Espanha não será decidido nem pelo presidente em exercício, nem pela vice-presidente em exercício, nem pelos partidos que estão no governo, mas por partidos que nem sequer acreditam na Espanha".
27 de novembro é o prazo final para definir a investidura.