Análise
Tendências patrimoniais: a crescente importância de um plano B
Peter Rosenberg atua como advogado há mais de três décadas. Antes de fundar Peter Rosenberg & Partners LLC e Stonehage Fleming US LLC, foi sócio dos escritórios Cozen O’Connor e Duane Morris, LLP, na Filadélfia.

Peter Rosenberg atua como advogado há mais de três décadas. Antes de fundar Peter Rosenberg & Partners LLC e Stonehage Fleming US LLC, foi sócio dos escritórios Cozen O’Connor e Duane Morris, LLP, na Filadélfia.
Ao longo dos anos, trabalhou com diversas famílias e outros clientes privados em relação a seus vínculos pessoais e de investimento com os Estados Unidos, prestando apoio em planejamento tributário internacional, compliance e administração. Recentemente, observou uma tendência importante que vem se consolidando de uma geração para outra. Segundo ele, as famílias ricas de hoje têm preocupações diferentes das que tinham há 20 ou 30 anos.
«Embora sempre tenha sido prudente levar em conta imprevistos, hoje as famílias são mais proativas para garantir que tenham planos alternativos», afirma. «Os arranjos familiares se tornaram mais complexos ao longo das décadas, entre outros motivos porque as famílias são mais móveis e muitas vezes têm parentes em diferentes partes do mundo. À medida que viajar e imigrar se tornaram mais acessíveis, surgiram mais opções, mas também faz cada vez mais sentido ter algum tipo de plano de contingência».
Segundo Peter, a tendência se intensificou à medida que a situação geopolítica se tornou mais imprevisível nos últimos anos. A incerteza geopolítica e os conflitos em várias regiões levaram muitos a se perguntar se o longo período de relativa estabilidade mundial do pós-guerra pode estar chegando ao fim.
«Há 20 ou 30 anos, as pessoas que imigravam para os Estados Unidos não sentiam que precisavam pensar em uma estratégia de saída. Dada a situação atual, faz muito sentido fazê-lo. Essa tendência não se limita aos imigrantes recentes, mas também se observa em famílias estabelecidas nos Estados Unidos há várias gerações. Ajudamos nossos clientes a encontrar um local alternativo para eles, suas famílias e seu patrimônio, caso isso seja necessário por qualquer motivo».
No entanto, o plano B não se limita ao local de residência, afirma Peter. «Outra tendência que observo é que, hoje, as pessoas são mais proativas na proteção dos interesses de seus filhos e netos adultos contra credores, inclusive cônjuges em processo de divórcio».
Esse impulso costuma gerar tensão, afirma Peter. «A geração mais velha quer permitir que a geração seguinte tenha mais flexibilidade, para que se envolva mais na gestão dos próprios assuntos, ao mesmo tempo que tenta proteger seus ativos. É um equilíbrio delicado entre flexibilidade e proteção, mas é possível alcançá-lo com o planejamento adequado».
Por que Peter e sua equipe observam essa tendência de maior proteção para quando as coisas não saem como planejado? A resposta é simples, afirma Peter. «Hoje, os ricos são mais ricos do que há algumas décadas. Há mais dinheiro em jogo. Além disso, a conectividade digital nos expõe mais do que antes».
Peter Rosenberg é consultor-chave de várias famílias de patrimônio líquido muito elevado na América do Norte e em outros países, e coordena toda a gama de serviços de consultoria que o Grupo oferece a seus clientes. É trustee de muitos clientes e advogado em exercício, especializado em planejamento tributário, compliance e administração nos Estados Unidos e em outros países.
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