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Twitter/X tem o maior índice de desinformação entre as grandes redes sociais, alerta novo relatório da UE
Desde que Elon Musk adquiriu o Twitter (agora X), a plataforma tem sido alvo de um escrutínio ainda mais intenso por sua gestão de conteúdos enganosos e falsos.

Desde que Elon Musk adquiriu o Twitter (agora X), a plataforma tem sido alvo de um escrutínio ainda mais intenso por sua gestão de conteúdos enganosos e falsos.
Segundo o novo relatório "Climate of Misinformation: Ranking Big Tech", da CAAD, o Twitter/X não tem "uma política de moderação de conteúdos gerados por usuários voltada especificamente à redução da desinformação sobre as mudanças climáticas", nem "políticas de desinformação aplicadas a todos os conteúdos orgânicos e pagos".
Ao contrário da Meta (Facebook/Instagram), do TikTok e do Pinterest, a plataforma não "inclui uma definição clara e abrangente de desinformação climática" nem "um processo claramente definido para sinalizar ou denunciar conteúdos enganosos e prejudiciais". Além disso, o X não oferece "recursos adicionais com informações precisas sobre as mudanças climáticas", como um centro de informações.
Outros problemas que afetam o Twitter, mas também a Meta, o TikTok, o Pinterest e o YouTube, são a falta de atualizações aos usuários quando denunciam conteúdos, o acesso de pesquisadores ou acadêmicos a dados não pessoais e a divulgação de informações públicas sobre mudanças nos algoritmos e o impacto da desinformação.
O Pinterest foi a única rede social a fornecer um relatório anual "sobre tendências de desinformação climática ou preocupações relacionadas a campanhas coordenadas de desinformação". Embora essa rede social tenha recebido a maior pontuação positiva por "liderar o setor em políticas que mitigam a disseminação da desinformação climática", o Twitter recebeu a menor pontuação geral, "por não contar com mecanismos substanciais de transparência pública e não apresentar evidências de aplicação efetiva das políticas".
O relatório também destaca que "4 em cada 5 plataformas não têm uma política de moderação de conteúdo que inclua uma definição completa e universal de desinformação climática" e que "a maioria das plataformas não tem políticas que abordem o greenwashing".
Na mesma linha, Vera Jourová, vice-presidente da Comissão Europeia para Valores e Transparência, afirmou que o Twitter/X tem o maior índice de desinformação entre as grandes plataformas de mídia social e que a empresa não fez o suficiente para enfrentar o problema.
Jourová mencionou as atualizações do Código de Conduta sobre Desinformação da UE, vinculado ao Regulamento dos Serviços Digitais (DSA), um código assinado por várias plataformas para combater a desinformação. A empresa de Musk deixou o pacto em maio, mas as obrigações decorrentes do DSA continuam em vigor, já que o combate à desinformação é obrigatório desde 25 de agosto.
Em sua participação, em 26 de setembro, perante a Comissão do Mercado Interno e da Proteção dos Consumidores do Parlamento Europeu, Jourová explicou que os signatários analisaram a facilidade com que a desinformação é detectada e o nível de interação que esses conteúdos recebem em três Estados da UE. "O X, antigo Twitter, que já não está sujeito ao Código, é a plataforma com o maior índice de publicações falsas/desinformativas", afirmou.
Autora: Marina Vanni